God of War III Remastered – Queda de titãs em alta resolução

Por

03 de set de 2018 ás 11h00

nota

8

/ 10

God of War, ao longo de seis entradas, entrou em uma rotina. Não se engane, cada uma tem sido consistentemente excelente – até mesmo o maligno e mal falado jogo de PlayStation 3, God of War: Ascension – mas a distinta marca de ação da Sony Santa Monica começou a cansar e o anti-herói da sériecomeçou a ficar um pouco irritante. Mas o sucesso do PlayStation 4 parece ter pegado a todos de surpresa, com os proprietários do Xbox 360 – antes alheios às façanhas iradas de Kratos – mudando a fidelidade antes exclusiva. God of War III Remastered – uma edição enxuta do icônico game de PS3 exclusivo de 2010 – é um relançamento muito bem projetado. Mas esse jogo ainda é adequado para os Deuses depois de tanto tempo?

O jogo não parece que tem meia década de vida ou mais, com certeza. A textura turva ocasional pode denunciar isso as vezes, mas o seu espetáculo pode resistir a praticamente a todos os títulos nativos do PS4 que foram lançados até agora. Há quase uma arrogância na maneira como o desenvolvedor flui de um conjunto para o próximo – muitos dos quais serpenteiam entre múltiplos momentos de cair o queixo na mesma cena. Veja a introdução, que mostra você batalhando com o chefe aquático Poseidon enquanto estava no topo da Mãe Terra Gaia, que por acaso estava escalando o Monte Olimpo na época. A implementação do jogo e de suas câmeras fixas significa que ele é capaz de enquadrar tanto momentos mais pessoais quanto momentos grandiosos com facilidade – e quando a cena necessita ser grande e com muitos elementos, a câmera e o jogo alcançam uma escala que você provavelmente nunca viu antes.

A história está em todos os lugares, com freqüentes mudanças no pessoal da franquia, o que significa que a trilogia não tem a consistência de uma série que se origina de uma única mente criativa. No entanto, há apenas o suficiente aqui para justificar os feitos assassinos do protagonista, e assim o enredo serve como pouco mais do que um veículo para a vingança de Kratos. Posteriormente, este é um jogo sobre a jornada do personagem; dos buracos de Hades às planícies arrasadas do Tártaro, é uma aula de level design, já que os ambientes se cruzam de uma maneira que agrega densidade ao mundo. Apenas um segmento, que faz você resolver o maior cubo de Rubik do mundo, tende a se arrastar um pouco.

E isso é uma grande conquista, considerando que este é um jogo que envolve pressionar quadrado, quadrado, triângulo num número aparentemente infinito de vezes. O combate em God of War nunca tentou enfrentar os reis do gênero de ação, optando por combos um pouco mais acessíveis do que você encontrará em Bayonetta e Devil May Cry – mas definitivamente tem seu próprio sabor. Armado com as Blades of Chaos – ou Blades of Exile como eles são desnecessariamente renomeados aqui – você vai encontrar-se balançando suas espadas cheias de correntes em um zoológico de diferentes monstros míticos. O jogo mantém as coisas frescas; inimigos que atacam de cima exigem diferentes táticas do que aqueles que se erguem do subsolo. Com toda a riqueza mitológica envolvida e com a qualidade do desenvolvedor do título, foi possível criar uma matriz inebriante de cenários únicos.

Dito isto, você terá cansado da fórmula no momento em que os créditos rolam – especialmente se você estiver familiarizado com a franquia em primeiro lugar. Três outras armas são introduzidas no decorrer da campanha para adicionar interesse, mas fora das luvas de boxe que são os Cestus marcadas com o rosto de um leão – todas elas funcionam de forma muito semelhante às lâminas principais. Quebra-cabeças e plataformas acrescentam um ritmo diferente à experiência e alguns cenários geralmente são bem-sucedidos em desacelerar as coisas. No entanto, é muito fácil de vez em quando perder de vista onde você deve ir ou com o que o jogo quer que você interaja – e os ângulos de câmera fixos podem tornar isso especialmente frustrante enquanto você corre em círculos tentando descobrir o que fazer a seguir.

Mas esses momentos são geralmente poucos e distantes entre si e, pelo menos, oferecem a você uma ampla oportunidade para absorver a incrível obra de arte em exibição. Esta é uma remasterização bastante rudimentar, mas a falta de exuberância da conversão talvez seja atribuída à qualidade da versão original. Rodando em 1080p, isso passaria por uma versão nativa do PS4 em alguns lugares, e a taxa de quadros suave – agora fixa em 60 quadros por segundo – dá à ação uma camada adicional de suavidade. O problema, então, é que há pouco para justificar a transição; você não encontrará material bônus, figurinos ou conteúdo para mantê-lo entretido aqui. Até os Troféus são idênticos.

Uma dúzia de missões de desafio tentam extrair vida adicional da mecânica de combate central, mas não o manterão ocupado por mais de duas horas, uma vez que você tenha vencido a campanha principal.

Conclusão

God of War III Remastered oferece uma conclusão magistral para o caótico arco da história de Kratos na grécia – mas esta conclusão já nos foi apresentada no PS3. A resolução acelerada e a taxa de frames significativamente mais estável melhoram a experiência geral, mas não tornam a experiência nova. Nenhuma adição foi feita, o que torna a remasterização um pouco frustrante. No fim, será uma ótima experiência para os grandes fãs da série ou para quem não teve a oportunidade de jogar esta pérola, magistralmente construída, quando do seu lançamento original.

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