Os 60 jogos mais subvalorizados do PlayStation One

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10 de set de 2018 ás 11h00

O PlayStation original foi lançado no Japão em 1994, atingindo o resto do mundo em 1995, e começou a revolucionar o mercado de consoles. Antes um passatempo que era visto como exclusivo para geeks e crianças, se transformou em um verdadeiro fenômeno mainstream. O PlayStation tornou os jogos ‘legais’ e trouxe consigo um enorme catálogo de títulos, apresentando-nos clássicos como Final Fantasy VII, Metal Gear Solid, Wipeout, Resident Evil e muitos outros.

No entanto, para todos os títulos aclamados pela crítica e pelo público que a unidade possuía, também tinha uma seleção inteira de lançamentos subvalorizados. Alguns desses títulos podem não ser agradáveis para todos, mas ainda oferecem entretenimento excelente para muitos, e outros são simplesmente ótimos, mas não conseguiram brilhar devido à publicidade fraca ou baixas vendas. Esses fatos não mudam a qualidade desses títulos, e aqui vamos dar uma olhada em alguns. Claro, sendo uma lista de jogos subestimados, esses são títulos que variam de obscuros clássicos cult a jogos um pouco mais populares, mas ainda assim sem um estrondoso sucesso, então não espere ver títulos aclamados como o já mencionado Metal Gear ou Final Fantasy VII aqui. Vamos aos títulos:

60. YoYo’s Puzzle Park

Aqui está um jogo de ação arcade decididamente estranho da Irem, que na verdade é um spin-off de uma série maior de jogos de quebra-cabeça parecidos com o japonês Lemmings, chamado Gussun Oyoyo. YoYo’s Puzzle Park é um jogo de plataforma de tela única com uma premissa surreal: controlando um herói parecido com um bebê, você pula e atordoa os inimigos com o que parece ser um balão de festa gigante. Uma vez que um inimigo está incapacitado, você acaba com ele chutando uma bomba na cara do coitado.

Mesmo no momento do seu lançamento no final dos anos 90, o Puzzle Park parecia um retrocesso para jogos como Rodland ou Psycho Pigs UXB. Mesmo assim, é colorido e muito divertido, especialmente no modo para dois jogadores.

59. Gradius Gaiden

Gradius Gaiden, exclusivo para PlayStation é, sem dúvida, uma das mais obscuras aparições do título em qualquer console. Lançado apenas no Japão, Gradius Gaiden foi uma tentativa da Konami em atualizar o shooter espacial, com gráficos poligonais, sistemas de armas adicionais e uma variedade maior de níveis de dificuldade para atrair os jogadores menos experientes.

É um jogo excelente e que tira grande proveito do poder de processamento do PS1; sua ação pode estar enraizada nos fliperamas dos anos 80, mas suas grandes e bonitas explosões e efeitos de fundo (incluindo um belo brilho de aurora boreal no nível um) dão um toque de beleza ao jogo.

Infelizmente, o lançamento limitado de Gradius Gaiden faz com que esta seja uma peça de colecionador nos dias de hoje; se você não puder pagar a versão de PS1, o titulo também está presente na coleção Gradius para o PSP.

58. Hogs Of War

Este jogo de estratégia baseado em turnos teve uma recepção um pouco morna em seu lançamento em 2000, mas nós argumentamos que vale a pena ignorar suas peculiaridades mais irritantes. Em essência, é uma espécie de 3D sobre o clássico Worms, com esquadrões rivais de soldados suínos assassinando uns aos outros com uma variedade de tanques, armas e explosivos.

Os controles são bem adaptados para o PS1, e há uma quantidade surpreendente de profundidade tática sob a apresentação de desenho animado.

57. R-Type Delta

Como Gradius Gaiden, esta é outra entrada exclusiva para o console de uma série de shooters muito amada, e a primeira tentativa da Irem de transformar os tradicionais sprites tradicionais em polígonos 3D. Como resultado, o R-Type Delta não tem a qualidade atemporal do R-Type original ou de suas seqüências, mas ainda é um ótimo jogo de tiro. Desta vez, há um hangar inteiro de naves variantes da série R para escolher, cada uma com suas próprias variações de Força – os pequenos satélites indestrutíveis que você pode usar como escudos ou armas mortais.

Polidoe ferozmente difícil, o R-Type Delta é uma das melhores seqüências que a Irem já fez em seu jogo de 1987. Na verdade, devemos dizer que Delta é um pouco melhor do que o belíssimo R-Type Final de PS2.

56. Mr Driller

Não sabemos por que o adorável Driller da Namco não é uma franquia mais popular. Aparecendo pela primeira vez no final dos anos 90 nos arcades, é um jogo de ação com uma pitada de estratégia: seu trabalho é perfurar até o fundo de cada estágio, estourando pedras e coletando as cápsulas de ar que impedem que sua barra de energia se esgote. A diferença é que os blocos que você perfura são um pouco parecidos com os de Tetris, e tendem a cair e esmagá-lo se você não for cuidadoso.

A partir de uma premissa simples, a Namco cria um jogo imensamente viciante e com alto fator replay; não há dois níveis iguais, pois os blocos são gerados aleatoriamente. Isso significa que, mesmo que suas habilidades de escavação se tornem mais nítidas, você ainda esta apenas a uma má escolha de distância de uma morte por esmagamento nada agradável. É um ótimo jogo para PlayStation, e adoraríamos ver um renascimento do Mr Driller no Nintendo Switch.

55. In The Hunt

Se você gosta da série Metal Slug, então você reconhecerá imediatamente o impressionante design de sprites neste jogo de tiro horizontal. Você controla um submarino em miniatura encarregado de explodir tudo no caminho através de um oceano inteiro de inimigos, variando de aviões patrulhando os céus acima do mar até grandes bases no fundo do oceano.

In The Hunt foi esquecido no momento de seu lançamento, talvez porque seus editores tentaram esconder suas raízes 2D na capa. Comece o jogo, e você descobrirá um dos shooters mais divertidos e originais que o PS1 tem a oferecer.

54. No One Can Stop Mr Domino

Este é um daqueles jogos de aparência peculiar que, a princípio, parece completamente ruim, até injogável. Uma vez que você o jogue por alguns minutos, no entanto, No One Can Stop Mr Domino revela-se desafiador e curiosamente viciante. Percorrendo uma variedade de fases em 3D (que parecem um pouco com os dos jogos de corrida Micro Machines) você controla o Mr. Domino, um rapazinho animado que se recusa a parar de correr. O objetivo é evitar perigos e obstáculos ao colocar dominós em quadrados pré-definidos pressionando um dos botões do controle do PS1 no momento exato. Uma vez que estão todos no lugar, os dominós são derrubados e o cenário é limpo.

Em essência, o Mr. Domino é um tipo de quebra-cabeças com corrida, preenchido com um tipo de humor japonês surreal que veríamos anos depois em Katamari Damacy. Se você puder encontrá-lo a um preço razoável, este é um título obscuro que vale a pena conhecer.

53. Pop ‘n Pop

Um pequeno e adorável jogo de ação que se parece mais com algo da época do SNES do que com um título de PlayStation, Pop ‘N Pop é uma homenagem carinhosa aos clássicos da era dos anos 80 da Taito. Os personagens jogáveis incluem Tiki, um Kiwi da Nova Zelândia, os dragões-bolha de Bubble Bobble e muito mais.

Em essência, Pop ‘N Pop é um título de correspondência de cores no melhor estilo Puzzle Bobble / Bust A Move. Você dispara balões coloridos nos outros balões no topo da tela e os explode combinando suas cores. Os balões se movem para a esquerda e para a direita, e gradualmente descem em direção ao seu personagem na parte inferior da tela, significa que Pop ‘N Pop tem tanto em comum com Space Invaders quanto com Puzzle Bobble. Se você ama esses títulos antigos da Taito, então esse jogo é pra você

52. Zanac X Zanac

No seu auge, o desenvolvedor japonês Compile foi responsável por alguns shooters clássicos, sendo o mais memorável Musha Aleste no Sega Mega Drive (ou Genesis). Zanac X Zanac leva a empresa de volta aos seus primórdios, uma vez que reúne um port do Zanac original (um dos primeiros shooters da empresa) e o acompanha com uma atualização de 15º aniversário, Zanac Neo. É um jogo de ação com rolagem vertical em ritmo acelerado. A Compile se utilizou de tecnologia aperfeiçoada na série Aleste, mas Zanac Neo é muito bom e roda bem no PlayStation, mesmo que não esteja no nível de brilhantismo de Musha Aleste.

Outro lançamento discreto em 2001, quando os shooters 2D não faziam muito sucesso, Zanac X Zanac é um item de colecionador hoje. Lamentavelmente, foi também um dos últimos lançamentos da Compile.

51. Starblade Alpha

Nós amamos um bom shooter on rails, e este é um dos nossos favoritos do PS1. É uma coisa simples no estilo arcade: assumindo o papel de um piloto, você voa por campos de asteróides e zonas de perigo espacial, explodindo todas as coisas que surgem em sua frente. Enquanto isso, um comandante grita ordens para você, o que serve para adicionar um pouco mais de pressão e imersividade à atmosfera do jogo.

Starblade Alpha é, infelizmente, um pouco caro hoje em dia, se você conseguir achar uma cópia, mas se você adora explodir coisas, então este título da Namco dos anos 90 vale a sua consideração.

50. One

Um é um jogo de tiro em ritmo acelerado em que você jogacom um amnésico em uma missão para descobrir sua identidade. Ele tenta descobrir a resposta para esta questão em seis níveis de muita ação, onde é constantemente perseguido pela polícia e pelos militares.

One é um dos primeiros exemplos do título 2.5D, e conforme o jogador percorre os vários mundos renderizados em 3D, a câmera aproxima-se automaticamente, dando ao jogo uma sensação mais cinematográfica. A ação é espessa e rápida, e as batalhas contra chefões são desafiadoras, exigindo muitas vezes táticas especiais.

One recebeu pontuações muito altas em seu lançamento em 1997, e ainda é muito respeitado pelos fãs. Pena não ter feito o sucesso que merecia.

49. Rampage World Tour

Se você é um jogador Old School que estava já ativo no mundo dos games por volta dos anos 80, sem dúvida se lembrará do clássico título de arcade, Rampage. Estrelando três monstros dignos de filme B – George, o gorila gigante, Lizzie, o dinossauro e Ralph, o lobisomem gigante, o jogo simplesmente atendeu aos jogadores permitindo a destruição de várias cidades.

Rampage World Tour no PlayStation é um jogo mais moderno quando comparado ao clássico, com melhores visuais, novos locais espalhados pelo mundo e novos power-ups. A jogabilidade central, no entanto, permanece a mesma e permite que os jogadores destruam edifícios, comam civis e esmaguem tanques inimigos. É simples, sim, mas ainda assim tão divertido quanto nos anos 80.

E vale a pena falar que foi esta série de games que levou ao título cinematográfico Rampage, estrelado por The Rock.

48. (c-12) Final Resistance

Claramente inspirado por um certo robô assassino interpretado por Arnold Schwarzenegger, (c-12) Final Resistance é um shooter na terceira pessoa onde os jogadores assumem o papel do soldado ciborgue, Riley Vaughan, enquanto ele tenta lutar contra alienígenas invasores que querem o planeta por conta da abundância de carbono ali presente.

Ok, então a história é um pouco velha, mas o jogo é muito bom, e se passa em várias cidades arruinadas e em ambientes devastados pela guerra. Riley pode utilizar uma variedade de armas, incluindo uma poderosa sniper, e ele tem que completar várias outras tarefas enquanto mata os invasores para prosseguir em sua missão.

Visualmente impressionante para a época do PS1, (c-12) Final Resistance veio do respeitado SCE Studio Cambridge, que viria a tornar-se a Guerrilla Games, de Killzone.

47. LSD: Dream Emulator

Sem dúvida o jogo mais bizarro desta lista, e possivelmente de todos os tempos, o LSD: Dream Emulator é tão confuso e induzido por drogas quanto parece. Baseado nos diários de sonhos do criador Hiroko Nishikawa, o jogo permite explorar mundos totalmente aleatórios e estranhos, e foi, infelizmente, lançado apenas no Japão.

Como na maioria dos sonhos, esses mundos fazem pouco sentido, e ao tocar qualquer objeto, seja uma pessoa, criatura ou até mesmo uma parede, você pulará de um cenário de sonho para outro. Bater nas pessoas e em certos objetos torna seus sonhos mais estranhos, e há realmente alguns momentos genuinamente assustadores a serem testemunhados. Os sonhos são medidos em quatro categorias – superior, inferior, dinâmico e estático, e depois de um tempo definido você acorda, mas é capaz de continuar com outro sonho novo, avançando a contagem de dias do jogo em um. Eventualmente, você pode reproduzir seus sonhos, a menos que encontre um homem usando um chapéu cinza e uma capa de chuva, que pode tirar essa habilidade.

Pode não parecer tão atraente, na verdade é, francamente, primitivo e feio, mas esse não é o ponto aqui. Não há nenhum objetivo real, tudo que você faz é simplesmente passear por mundos desnorteados, de novo e de novo. Por alguma razão, isso é muito viciante.

46. In Cold Blood

In Cold Blood é uma aventura em terceira pessoa com alguns elementos de ação. Os jogadores assumem o papel do agente do MI6, John Cord, que se infiltra no estado fictício russo de Volgia. Infelizmente, ele é capturado e torturado, o que leva o agente a perder sua memória. Então, sim, você adivinhou, seu trabalho é ajudá-lo a escapar e, finalmente, lembrar do seu passado e dos eventos que levaram à sua captura.

O jogo mistura muitos elementos de quebra-cabeça e stealth na aventura em terceira pessoa, e a história é realmente muito interessante, mantendo você vidrado, apesar de algumas sequências de ação desajeitadas. O cenário de espionagem de alta tecnologia e os visuais decentes estão emparelhados com uma atuação de voz sólida e, embora não seja recomendado para fãs de pura ação, os fãs de aventura devem gostar bastante do jogo.

45. Crusader: No Remorse

Também disponível no Sega Saturn e no PC, Crusader: No Remorse é um jogo de tiro isométrico que poucas pessoas já jogaram. Pode ter roubado flagrantemente seu design de personagem principal de um certo caçador de recompensas de Star Wars, mas a jogabilidade aqui é ótima.

Desenvolvido pela Origin Systems, o jogo mistura tiros e quebra-cabeças em um mundo rico e detalhado. Como o herói carmesim, o Silenciador, você tem que se infiltrar em várias instalações, contornando sistemas de segurança, hackeando computadores e derrubando guardas para alcançar seus objetivos. Para fazer isso você tem uma variedade de armas e habilidades, e você pode destruir muitos objetos do mundo.

Os controles são um pouco desajeitados e levam algum tempo para se acostumar, mas o combate mais lento e a abordagem flexível que permitem adotar vários caminhos para completar seus objetivos é ótimo.

44. Rapid Reload/Gunners Heaven

Um clone flagrante do clássico de Mega Drive da Treasure, Gunstar Heroes (até mesmo os personagens são caçadores de tesouros), o Rapid Reload é um grande shooter de rolagem lateral repleto de ação e algumas batalhas memoráveis com chefes.

Como Gunstar Heroes, o jogo apresenta diferentes tipos de munição, incluindo um lança-chamas, e os personagens também têm um gancho para ajudá-los a navegar pelos seis níveis.

Rapid Reload foi originalmente parte da primeira onda de títulos do PlayStation, e embora ele não tenha impulsionado a plataforma tecnicamente, foi, e ainda é, um grande lançamento inicial, e a jogabilidade se mantém boa até hoje.

43. Fighting Force

Fighting Force é um scroller em 3D que segue o estilo de Streets of Rage da Sega, e de clássicos anteriores como Final Fight e Renegade. Na verdade, foi originalmente planejado como um título da série Streets of Rage.

Ele possui quatro personagens diferentes, os quais possuem suas próprias forças e fraquezas, e ao lado do combate corpo a corpo habitual, os jogadores podem utilizar armas e o ambiente, e diferentes caminhos através do jogo podem ser escolhidos.

Apesar de uma sequência do Dreamcast (que era bastante pobre), o jogo não durou no mercado. O original ainda é muito respeitado pelos fãs, e é um dos primeiros beat ‘em ups do tipo 3D, o que faz com que valha bem a pena conhecer o jogo.

42. Wargames: Defcon 1

Embora a única coisa semelhante ao filme de 1983 de Matthew Broderick seja o nome e a inclusão de NORAD e WOPR, Wargames: Defcon 1 é um ótimo jogo, então não importa se você gosta do filme ou não.

A história se passa 20 anos depois do filme, e vê a NORAD lutando contra as forças da WOPR, que, como seu parceiro digital Skynet, quer erradicar a humanidade (por que computadores precisam ser tão malignos o tempo todo?)

Defcon 1 é um título de estratégia repleto de ação, onde os jogadores controlam diretamente várias unidades no campo de batalha. As unidades que não estão sob controle do jogador podem receber ordens básicas, e os dois lados têm forças muito diferentes, com a NORAD tendo tanques e aeronaves tradicionais e WOPR equipado com mecânicos de ficção científica e veículos avançados. É claro que o jogo também te insulta se você perder, perguntando se prefere um bom jogo de xadrez. Clássico!

41. Intelligent Qube / Kurushi

Um quebra-cabeças simples, mas diabolicamente desafiador. Kurushi vê você tentando se manter vivo destruindo blocos que estão rolando continuamente em sua direção. Você faz isso destacando as áreas do chão que quer detonar e cronometrando a explosão para atingir os cubos que passam sobre estas partes do cenário. Alguns blocos podem causar maiores explosões e reações em cadeia, e outros precisam ser deixados de lado, caso contrário, você perderá uma parte do piso em que está. Parece simples, mas este é um título viciante e difícil.

40. Bloody Roar

O que é mais divertido do que jogar com uma enorme seleção de artistas marciais com os melhores movimentos especiais? Jogar com uma enorme seleção de artistas marciais com movimentos especiais e que podem se transformar em animais, é claro!

Bloody Roar pode não ser o melhor exemplo do gênero de luta, já outros jogos como Tekken e Soul Calibur fazem um trabalho melhor globalmente, mas a transformação em animal e os especiais brutais de Bloody Roar criam um um game soberbamente satisfatório e divertido. Onde mais você pode colocar uma toupeira contra um tigre e ter uma luta boa e equilibrada?

Mesmo que não seja tão polido quanto os games da Namco supracitados, Bloody Roar tem uma ótima jogabilidade, com sistemas de combinação decentes, e como cada personagem tem uma forma humana e animal, a gama de movimentos e táticas disponíveis ao jogador é impressionante. Vale a pena dar uma olhada.

39. Myst/Riven

A série Myst como franquia está longe de ser subestimada, mas no PlayStation dificilmente fez qualquer barulho ou criou comoção. É verdade que o quebra-cabeças sempre foi tão divisivo quanto possível, com os donos de consoles longe do núcleo demográfico original do jogo, mas como um jogo por si só, poucos conseguem se igualar aos quebra-cabeças brilhantes e excelentes presentes nos games da Cyan Worlds.

Tanto Myst como Riven deram as caras no PlayStation, e para aqueles que procuram um jogo verdadeiramente desafiador, esta é uma boa escolha. A ilha misteriosa e os mundos que se seguem contêm algumas das paisagens mais bizarras já vistas, com quebra-cabeças difíceis, e resolver o jogo requer o uso de toda a sua massa cinzenta, e isso mudou pouco no PlayStation.

38. MDK

Parecia um grande lançamento para a época, vindo da Shiny Entertainment, criadora do Earthworm Jim, mas no PS1 ele realmente não saiu dos blocos iniciais. É uma pena já que, embora curto, MDK era um excelente shooter de terceira pessoa, cheio de humor e características únicas para a época.

No papel do zelador heróico, Kurt Hectic, você tem que salvar a Terra de alienígenas invasores, e você usa um traje super especial para tanto, o qual permite a Kurt planar longas distâncias e mover os seus inimigos para perto e para longe, graças a uma poderosa metralhadora de braço que pode ser encaixada na cabeça de Kurt para formar um rifle sniper.

É um título muito peculiar com visuais impressionantes na época de seu lançamento, com algumas missões interessantes e ótimos mini-games. MDK teve uma continuação, mas muitos fãs ainda dizem que o primeiro é o melhor dos dois.

37. Jade Cocoon

Este é um RPG que combina alguns dos elementos mais tradicionais de RPG com treinamento e evolução de criaturas. O protagonista, Levant, é um Cocoon Master, capaz de capturar e domar Minions (que não tem nada a ver com os do meu malvado favorito, antes que pense nisso). Essas criaturas podem ser usadas para lutar pelo Levante e podem ser fundidas com outros Minions para criar seres mais poderosos que herdam as habilidades das criaturas emparelhadas.

As batalhas consistem principalmente no uso abundante de poderes elementares, com as várias habilidades tendo pontos fortes e fracos contra outras. Ataques de fogo vencem os de vento, por exemplo. Minions possuem esses poderes elementares. Os gráficos são bons, o design de áudio é excelente, e o mundo do jogo é expansivo, criando um RPG único e completo.

36. Blood Omen: Legacy of Kain

O primeiro jogo da série Blood Omen, que precede as mais conhecidas como Soul Reaver, Blood Omen: Legacy of Kain não é uma aventura de ação em 3D, mas é um RPG de ação com visão top down, como Diablo. É um game simples, mas agradável, e é sempre gostoso sair por aí matando criaturas e explorando masmorras.

O jogo é conta a história de origem do principal antagonista da série, mostra a ascensão de Kain ao poder enquanto ele persegue e mata o Círculo dos Nove. Assim como suas habilidades marciais, Kain também possui várias habilidades mágicas, e ele consegue adquirir mais habilidades e itens à medida que avança na aventura.

Esperamos ver Nosgoth novamente nos consoles modernos.

35. The Misadventures of Tron Bonne

Parte da série Mega Man Legends, The Misadventures of Tron Bonne traz ao controle dos jogadores a anti-heroína titular, e apresenta vários estilos de jogo, incluindo ação 3D, quebra-cabeças e estratégia. Usando sua Tronn Bone e o exército de Servbots, Tron sai em uma missão para arrecadar dinheiro para pagar uma dívida familiar, o que significa ganhar dinheiro de qualquer maneira possível, geralmente roubando.

O exército de Servbots de Tron é uma grande característica do jogo, cada um com sua própria personalidade, e eles podem ser melhorados com minigames de treinamento. O estilo visual é o mesmo dos outros jogos Legends, e é uma brincadeira robótica alegremente colorida e agradável, mesmo se afastando do estilo dos títulos Mega-Man.

34. Galerians

Galerians é um dos mais interessantes clones de Resident Evil, mas com o uso de poderes mentais. Como protagonista, Rion Steiner, um garoto que acorda sem memória, os jogadores exploram o hospital em que Rion acorda e, usando drogas especiais, podem utilizar seus poderes psíquicos para combater inimigos. Se Rion recebe muito dano, ele pode desencadear um ataque poderoso, mas incontrolável, matando inimigos instantaneamente.

Ainda satisfazendo a mecânico de Survival Horror, Rion precisa de frascos de drogas para alimentar seus poderes, dos quais há uma quantidade limitada, então parcimônia ainda é necessária enquanto se navega pelo mundo resolvendo quebra-cabeças.

Galerians não fez, nem de longe, tanto sucesso quanto Silent Hill ou Resident Evil, mas ainda assim é digno de, pelo menos, uma olhadinha.

33. Tobal 2

Infelizmente, Tobal 2 nunca foi lançado fora do Japão, o que é uma vergonha, já que é um dos melhores fighters do sistema. Pode não ter o apelo mainstream de Tekken, mas o mecanismo de luta de Tobal 2 é um dos melhores da geração, e o sistema de combo é rápido e fluido, tudo rodando a impressionantes 60fps. Existe até um modo de busca no estilo RPG que abrange várias masmorras para adicionar mais longevidade ao combate central. Este combate se desenrola dentre cerca de 200 personagens selecionáveis, e uma arena de luta totalmente em 3D. Um título de qualidade que deve ser conhecido pelos fãs do gênero.

32. Tempest X 3

Para o punhado de pessoas que compraram um Atari Jaguar (e os poucos que não o levaram imediatamente de volta para a loja), um dos melhores jogos para o sistema foi Tempest 2000. Tempest X 3 é basicamente o mesmo jogo, mas para o PlayStation.

Os visuais dignos de uma viagem lisérgica, marca registrada de Jeff Minter, e uma trilha sonora incrivelmente brilhante acompanham a ação de derreter os olhos, e o resultado é uma droga digital viciante. Por mais simples que seja, a jogabilidade de Tempest não envelheceu nem um pouco, e isso é claramente evidente nesta versão do jogo, que é uma felicidade direta e desafiadora de reflexos.

31. Disruptor

Criado pela Insomniac, a equipe responsável pela série Resistance, Disruptor é um excelente exemplo de um título FPS que não é do N64 que funcionou bem, com controles decentes e um desafio constante.

Disruptor é um shooter com uma gama de armas decente e poderes psíquicos. Parece muito bom para um lançamento de FPS na época do PS1, e embora ele faça pouca coisa diferente de outras entradas semelhantes do gênero no período, poderes psi à parte, é um dos melhores FPS da plataforma da Sony.

30. Vandal Hearts

Este foi um dos primeiros RPGs táticos a chegar em 32-bit, e é muito similar em jogabilidade com a série Shining Force da Sega. Ao contrário de Shining Force, Vandal Hearts é um jogo isométrico com visuais muito melhores. Os jogadores se revezam movendo suas unidades em torno dos campos de batalha baseados em grade, ou hex, que apresentam diferentes alturas e tipos de terreno. Unidades podem atacar e usar habilidades, e quando todas tiverem tido um turno, as unidades inimigas têm a sua vez.

É um jogo de xadrez de RPG, em que o resultado não é simplesmente decidido por níveis mais altos ou mesmo pela destreza manual de um jogador, mas sim por táticas e estratégias bem planejadas. Isto faz de Vandal Hearts uma experiência de RPG muito diferente da maioria dos títulos semelhantes disponíveis no PlayStation.

29. Alundra

Quer jogar Zelda no seu PlayStation? Bem, embora seja impossível no momento, há sempre uma ótima alternativa: Alundra.

Claramente um clone Zelda para o console da Sony, Alundra é uma aventura de ação com elementos leves de RPG. Ele possui o mesmo combate hack and slash da série da Nintendo, bem como o sistema de coleta de itens, e acrescenta a habilidade de explorar os sonhos e pesadelos de outras pessoas. Há também um elemento de quebra-cabeça, sendo alguns dos mais difíceis do gênero.

28. Ehrgeiz

Ehrgeiz é um jogo dos sonhos para muitos proprietários de PlayStation. Não é apenas um cruzamento entre Tekken e Powerstone, mas também apresenta personagens de Final Fantasy batalhando em 3D. Sim, os fãs realmente têm a chance de empunhar a Buster Sword do Cloud e jogar como o icônico Sephiroth.

Não é tão bom como outros jogos concorrentes, mas este é um game que é vendido pela força de seus personagens, e para os fãs de Final Fantasy VII, isso é mais que suficiente. Infelizmente, porém, não foi bem comercialmente quando foi lançado.

Juntamente com os modos de combate, o jogo também apresenta um modo de busca, muito parecido com as versões posteriores de Tekken, que são um show a parte. Outros minigames também são apresentados, reforçando ainda mais a longevidade do título.

27. Persona 2: Eternal Punishment

Agora uma série cult de RPGs, a série Persona também encontrou uma casa no PS1, e o Persona 2 é um ótimo exemplo do que a tradicional série trazia. Jogado via terceira pessoa, com batalhas aleatórias e o sistema de persona que concede novos pontos fortes e habilidades, é algo diferente de hoje, mas não menos absorvente.

Personas podem ser niveladas com o uso, e novas personas são adquiridas através da coleta de cartas de tarô e da atração de demônios. O sistema de rumores é intrigante e envolvente. Um ótimo título, definitivamente.

26. Heart of Darkness

Este foi título que teve muito Hype à época de seu lançamento e que levou seis anos para se desenvolver. Inclui uma impressionante partitura orquestral (um dos primeiros jogos a fazê-lo) e alguns dos melhores gráficos da época. Ele também traz boa jogabilidade e apresenta uma infinidade de maneiras para o protagonista morrer, algumas realmente muito sombrias para ser honesto.

Infelizmente, o jogo não correspondeu às ambições criadas pelo hype e não funcionou muito bem no varejo. Isso é uma pena, já que poderia ter rendido uma série decente de games se a desenvolvedora, Amazing Studios, não tivesse falido.

25. Suikoden II

O segundo jogo da série, e outro excelente JRPG para o PS1. O Suikoden II não tenta seguir muitos de seus companheiros de gênero que fazem uso de 3D ou proezas técnicas. Em vez disso, ele simplesmente usa a qualidade 2D tradicional dos JRPG, de forma pura e tradicional. Como também é de praxe, você irá recrutar uma miríade de personagens para ajudá-lo em sua luta.

O enredo é um dos melhores encontrados no gênero JRPG até então, pena que muitas vezes é mal traduzido, e o design propositadamente tradicional se concentra totalmente na jogabilidade, e não decepciona.

24. The Legend of Dragoon

Um RPG publicado pela Sony e um que foi inicialmente criticado por ser excessivamente genérico, The Legend of Dragoon se tornou um clássico cult para os fãs do PS1. O jogo é um produto claro da era de Final Fantasy, e tem muitos recursos semelhantes, incluindo encontros aleatórios (que podem ser evitados se o jogador quiser).

Embora tenha muitos recursos de FF, The Legend of Dragoon também tem alguns recursos exclusivos, principalmente o sistema de Additions, que possui combinações para habilitar ataques mais poderosos. Os personagens também podem se transformar em dragões assim que adquirem um Dragoon Spirit.

Muitos fãs do jogo realmente consideram que The Legend of Dragoon é superior à série Final Fantasy, tal é o seu impacto, e isso definitivamente faz dele um jogo para se pensar se você estiver procurando por alguma ação clássica de RPG para PS1.

23. Rival Schools

Um dos lançamentos mais negligenciados da Capcom, Rival Schools é um ótimo exemplo do brawler 3D mano-a-mano. Localizadas em escolas de estilo japonês tipicamente coloridas, com direito a roupas de baixo de estudantes colegiais, os combatentes variam de artistas marciais a praticantes de esportes, e você escolhe dois deles de cada vez. Um é o seu combatente e o segundo está efetuara os ataques especiais do time.

Rival Schools usa apenas quatro botões de ataque, o que é estranho para um título da Capcom, mas o sistema de combate funciona bem e é surpreendentemente profundo e satisfatório. Os personagens são todos interessantes e diferentes da seleção usual de arquétipos de guerreiros mundiais usados em demasia, e a introdução do medidor de ‘vigor’ permite o acesso a movimentos mais poderosos à medida que você os preenche durante uma luta. Também inclui movimentos de lançamento que abrem combos aéreos e juggles.

22. Klonoa

Klonoa é um jogo de plataformas 2.5D pouco conhecido, e para os aficionados do gênero é um dos melhores do sistema. Ele apresenta um estilo de arte impressionante e um personagem principal carismático que pode lançar seus inimigos um no outro, ou usá-los como plataforma para efetuar saltos mais altos.

Tudo isso dentro de um dos jogos de plataforma mais bem implementados do sistema. É uma pena que o jogo seja um pouco curto, mesmo para um jogo de plataformas, mas enquanto durar, é bom.

21. Silhouette Mirage

A Treasure é uma das desenvolvedoras mais aclamadas da era dos 16 e 32 bits, e fez um grande nome por si ao criar títulos com toques distintos. Silhouette Mirage é um desses títulos, um side scroller que funciona como um mashup de dois outros títulos da Treasure: Gunstar Heroes e Ikaruga.

A principal reviravolta do jogo é o personagem principal, Shyna, dividir habilidades. Usando os poderes Silhouette e Mirage, você tem que atacar seus inimigos com o poder oposto ao usado pelo adversário, similar à mecânica de troca de polaridade de Ikaruga. Os inimigos Silhouette são derrotados pelo poder do Mirage e vice-versa. A diferença é que, para usar cada poder, você precisa estar na direção certa.

Isso produz uma abordagem muito interessante e peculiar ao jogo side scroller, e sendo um título da Treasure, ele traz ótimos recursos visuais e uma dificuldade bem equilibrada. É também muito desafiador para os completistas, já que você tem que completar o jogo inúmeras vezes com apenas um punhado de continues para destravar todos os segredos.

20. Jumping Flash

Um dos títulos de lançamento do PlayStation, e ainda hoje, um dos melhores. Foi uma das primeiras tentativas de criar um jogo de plataforma em primeira pessoa e, na maior parte do tempo, funcionou. Isso é um grande elogio, pois mesmo agora, poucos jogos que tentaram a mesma coisa acertaram. Ah, e você joga como um coelho robótico chamado Robbit, o que é legal.

O jogo apresenta mundos corajosos e coloridos para se deslocar em três dimensões e ostenta uma interface única, completa com radar e uma visão automática de inclinação quando você pula, para que você possa ver onde esta indo pousar. Ele mistura esse estilo de plataforma com ação em primeira pessoa, incluindo coletas de itens e batalhas de chefe.

O jogo funciona bem no geral, mesmo com a tecnologia limitada do PS1, e preparou o palco para que os jogos 3D chegassem em seguida, então merece elogios pelo seu status de precursor.

19. Tomba 2/Tombi 2

Um jogo de plataformas 2.5D do estilo Metroidvania, este é outro título muitas vezes ignorado, mas que define tendências no PS1, apesar do protagonista ter cabelos cor-de-rosa brilhantes. Como o herói feroz, os jogadores exploram os grandes ambientes do jogo, quebrando o tradicional molde de plataforma linear. Os jogadores também podem escolher onde eles querem ir em vários pontos, e há toneladas de missões para testar, mais de 100 no total.

A variedade no jogo é muito boa para um título de plataforma, e para completá-lo, você tem que terminar cada desafio, o que é bastante complicado. Cada missão completada concede Pontos de aventura, usados ​​para abrir caixas de recompensa espalhadas pelo mundo.

Tomba também pode usar vários itens de power-up que lhe dão diferentes habilidades, como o de um esquilo voador que permite planar e um de porco que lhe permite falar com porcos. Este também foi um dos primeiros títulos a utilizar o então método de controle padrão DualShock.

18. Silent Bomber

Imagine a série Bomberman da Hudson Soft, só que mais rápida, com níveis abertos e mais cabelo de anime, e você tem o Silent Bomber. Este é um ótimo título de ação, rápido e preciso, no qual você completa missões correndo como um louco, pulando e escalando paredes, enquanto lança e detona bombas para explodir seus inimigos e objetivos.

Ele possui um sistema de atualização de personagem, lutas com grandes chefes, algumas ótimas fases e um pouco de áudio bombeando a ação, e o rápido bombardeio que se mantém por toda parte.

17. Star Ocean: The Second Story

Em uma plataforma tão bem dotada de RPGs, especialmente do gênero JRPG, é fácil que títulos realmente grandes se percam, e Star Ocean é um desses exemplos. Embora ofuscado por outros títulos mais reconhecidos e aclamados, Star Ocean: The Second Story é um dos melhores RPGs do sistema.

Debaixo de uma ótima e carinhosa apresentação, o jogo tem um sólido sistema de combate, uma busca massiva, uma ferramenta única de criação de itens e múltiplos finais. A série tem sido lançada para várias plataformas desde então, mas este é um dos melhores jogos da franquia, e vale a pena procurar se você ainda tem seu PS1, e é um fã de clássicos de JRPGs.

16. Puzzle Bobble 4/Bust-A-Move 4

A maioria dos jogadores está bem ciente da série de jogos Puzzle Bobble / Bust-a-Move, e da enorme quantidade de clones que copiaram a série, especialmente em dispositivos móveis. A franquia de Taito foi a primeira e, creio que a maioria concordaria, a melhor.

Puzzle Bobble 4 no PS1 é um dos melhores exemplos da série também. Com mais de 600 níveis e nova mecânica de jogo, este é também um dos melhores quebra-cabeças da plataforma no período. Tanto a história quanto o modo arcade estão presentes, juntamente com o modo de quebra-cabeça, desafios e muito mais. Você pode até usar o editor de níveis para criar seus próprios desafios. Reações em cadeia também são introduzidas em partidas de dois jogadores (vs CPU ou 2P). Os vários modos e os excelentes desafios de dois jogadores fazem deste game quase uma obrigatoriedade para os fãs de quebra-cabeças.

15. Super Puzzle Fighter 2 Turbo

Com Street Fighter dominando o gênero de luta, a Capcom decidiu ampliar os horizontes da série criando o Puzzle Fighter. Como muitos dos melhores jogos de quebra-cabeça, a jogabilidade básica é simples, consiste em combinar blocos coloridos para soltar blocos na tela do seu oponente. O game também apresenta versões Chibi de personagens populares de Street Fighter e movimentos especiais baseados no título de luta.

Tal como acontece com muitos quebra-cabeças populares, o jogo foi clonado (ele foi baseado em Pnickies da Capcom), notavelmente por Mortal Kombat: Deception. Também foi portado para consoles modernos via PSN e Xbox Live, mas a versão de PS1 é uma das melhores.

14. Legend of Legaia

Legend of Legaia é um dos títulos mais lembrados da plataforma por fanáticos de gênero JRPG. Um dos muitos exemplos de excelentes JRPGs no sistema, ele possui um sistema de combate baseado em turnos que permite que os jogadores escolham o tipo de ataque ou de ações. Dependendo do equipamento usado, esses ataques podem ser muito afetados ou modificados.

Os personagens também podem se unir a entidades poderosas chamadas Ra-Seru, que aumentam suas habilidades.

Apesar de não ser totalmente revolucionário, Legend of Legaia é um ótimo RPG que preenche todos os requisitos necessários para produzir uma fórmula vencedora, e continua sendo um favorito dos fãs até hoje.

13. G-Police

Uma potência técnica e um jogo perfeito para mostrar o poder do PlayStation, o G-Police foi um dos lançamentos mais impressionantes do sistema até hoje. Desenvolvido pela Psygnosis, o jogo coloca os jogadores no controle de um oficial de policia ágil em um cenário de ficção científica.

Utilizando características de vibração únicas e inéditas até o momento, juntamente com alguns visuais verdadeiramente impressionantes, o G-Police é um dos jogos mais difíceis na plataforma. Alguns podem argumentar que isso é devido aos controles desajeitados. O game ainda pode ser comprado para o PS3 via PSN.

12. Colony Wars

Embora a configuração dos cenários não seja tão tecnicamente impressionante quanto as paisagens urbanas de G-Police, o jogo da produtora Psygnosis, Colony Wars é, indiscutivelmente, o melhor jogo dos dois. Ele também gerou duas seqüências: Vengeance e Red Sun, mas a série desapareceu, o que é uma pena.

Sendo um simulador de combate espacial, Colony Wars apresenta batalhas espaciais suaves e uma estrutura de missão não linear, com a falha da missão nem sempre levando a um game over.

O jogo apresenta vários finais possíveis, o que aumenta o fator replay, e há poucos títulos semelhantes desse gênero tão bons quanto este titulo de PS1.

11. Bishi Bashi Special

Um dos melhores jogos de party de todos os tempos, especialmente se você usar dois multitaps do PlayStation para permitir suporte a oito jogadores, há poucas ocasiões em que a jogar em grupo é tão divertido. O que torna tudo mais agradável é a natureza bizarra do jogo, e a seleção louca de desafios, uma raridade na época do lançamento para o público ocidental.

10. Um Jammer Lammy

Uma espécie de continuação para o famoso Parappa the Rapper, Um Jammer Lammy segue a mesma fórmula que o lançamento anterior, mas tem foco em tocar guitarra, ao invés de compor rap. Como Parappa, Lammy tem que tocar várias músicas ao lado de seus professores, com os jogadores reproduzindo os botões pressionados conforme as instruções.

O jogo é mais difícil do que o Parappa, o que acaba afastando alguns jogadores, mas é o melhor dos dois, pois não só tem um desafio mais profundo, mas também um modo de dois jogadores.

9. Ghost in the Shell

Baseado no popular anime, Ghost in the Shell é um jogo de tiro em terceira pessoa que coloca os jogadores no cockpit de um poderoso tanque ‘Fuchikoma’. Este tanque é impressionantemente ágil, oferecendo o tipo de liberdade de movimento que poucos outros jogos possuíam na época. Muitos níveis fazem você escalar paisagens cada vez mais complexas, com inimigos muito perigosos, então você precisa da sua agilidade para conseguir derrubá-los.

Ghost in the Shell é amplamente considerado um dos melhores jogos de anime de todos os tempos, mesmo que originalmente não tenha vendido muito bem. Se você não gosta do anime ou da série em que o jogo é baseado, este é um grande shooter de ação para você se divertir, mas difícil de ser encontrado.

8. Bushido Blade

Tal como acontece com muitos títulos subestimados, Bushido Blade é um jogo que pega um gênero famliar e tenta fazer algo diferente. Desta vez para substituir socos e movimentos especiais chamativos o game se utiliza de lutas de espada realistas e morte instantânea.

Embora possa não ter funcionado do ponto de vista comercial, o combate de Bushido Blade era gratificante e viciante. O game possui um sistema de combate que requer habilidade genuína e timing perfeito, especialmente quando se enfrenta outro oponente humano.

Talvez seu foco em um cenário mais realista e discreto, juntamente com os personagens mundanos, em comparação com a competição, não favoreceu o jogo inicialmente. Mas é inegável que o titulo produz alguns combates verdadeiramente brilhantes e cheios de profundidade.

7. Die Hard Trilogy

A única coisa melhor que um John McClane são três dele, e é exatamente isso que o Die Hard Trilogy oferece, e o faz de uma maneira impressionante.

Abrangendo os três primeiros filmes de Die Hard, Die Hard Trilogy apresenta três jogos diferentes em um pacote. Die Hard é um action-shooter em terceira pessoa, Die Hard 2: Die Harder é uma galeria de tiro no estilo de Virtua-Cop (com suporte de pistola de luz), e a jóia da coroa é Die Hard: With a Vengeance, que é um desafiante jogo de condução.

Todos os três títulos são jogos completos direito próprio, e a mistura de estilos contribui para um desafio duradouro. Duro de Matar 2 é agradável, mas tanto Duro de Matar como Duro de Matar: With a Vengeance são muito complicados, sendo o último o mais difícil dos três.

6. Policenauts

Dirigido pelo criador do Metal Gear, Hideo Kojima, Policenauts é muito parecido com o excelente título do Sega: Snatcher. Como tal, este é um point and click em quadrinhos interativos, com segmentos de tiro. Ao clicar no ambiente, o protagonista, Jonathan Ingram, pode analisar itens e conversar com as pessoas, a fim de investigar as circunstâncias que cercam a morte de sua esposa.

Ao contrário de Snatcher, que foi uma história cyber-punk em Neo Kobe, no planeta Terra, Policenauts ocorre no espaço, na colônia Beyond Coast. Também como Snatcher, é um dos primeiros jogos a apresentar uma atuação de voz de alta qualidade, além de ótimas cutscenes.

O jogo nunca foi lançado fora do Japão, e inicialmente estava disponível apenas no NEC PC-9821, 3DO, Sega Saturn e PlayStation. No entanto, uma tradução em inglês feita por fãs já foi publicada online.

5. Vib Ribbon

Lançado no Japão em 1999, e em todos os outros lugares em 2000, Vib Ribbon é um dos títulos mais originais que você provavelmente vai jogar, e é um dos melhores exemplos do gênero musical. Você nem precisa de um violão ou guitarra de plástico barato.

Seu objetivo é simples: guiar o enigmático protagonista, Vibri, por uma linha reta que se distorce e se desloca junto com a música. À medida que a música é reproduzida, a linha muda, gerando obstáculos que podem ser evitados com apertos de botão bem cronometrados e corretos. Os obstáculos são gerados no tempo da música, o que significa que o estilo e o ritmo da música que você usa podem afetar a dificuldade.

Música clássica pode ser relativamente simples e calma, enquanto heavy metal ou dance music podem produzir o tipo de teste de que pode vir a emaranhar seus dedos.

A jogabilidade é tão simples quanto possível, mas é brilhantemente implementada, e embora Vibri seja composto de linhas básicas de estilo vetorial, ele é um personagem charmoso e simpático. O game é muito parecido com o título de música do Dreamcast: Rez.

4. Future Cop LAPD

Future Cop LAPD é um ótimo título de ação sci-fi. O gamepley lembra um pouco o da série Strike da EA e toda a campanha pode ser jogada em modo cooperativo em tela dividida.

Juntamente com o conteúdo principal, há também um jogo básico de estratégia incluído que também pode ser jogado por dois jogadores.

3. Legacy of Kain: Soul Reaver

Considerado por muitos fãs como o melhor de uma longa série de jogos, Legacy of Kain: Soul Reaver é uma aventura gótica inspirada em Tomb Raider na qual você interpreta Raziel, um ex-lorde vampiro que agora persegue o mundo devorando almas em busca de vingança contra seu ex-mestre, Kain.

Criado pela Crystal Dynamics, que ironicamente agora dirige Tomb Raider, o jogo é inspirado nos games da Srta. Croft, incluindo um foco pesado em quebra-cabeças e navegação ambiental. Ao contrário dos jogos Tomb Raider do período, no entanto, o Soul Reaver apresenta um mundo grande e aberto, sem tempos de carregamento, algo praticamente inédito à época. O mundo é dividido em várias regiões, cada uma governada por um clã de vampiros diferente, o líder que Raziel tem que localizar e derrotar para adquirir novas habilidades. Raziel também pode se transportar entre os planos dos vivos e mortos instantaneamente, o que serve para implementar ainda mais as partes de quebra-cabeças e ainda auxliar o enredo.

O game equivale a uma mistura brilhante de Tomb Raider e Metroid, com áreas se abrindo e podendo ser acessadas uma vez que Raziel adquira os poderes necessários para acessar estas zonas anteriormente fechadas. Munido ainda de alguns combates no estilo Zelda e de todos os tipos de habilidades sobrenaturais, você tem uma fantástica aventura de fantasia, que merecia um remake, urgente.

2. Parasite Eve 2

Enquanto Resident Evil e Silent Hill podem ter capturado toda a atenção no mainstream do gênero survival horror, no PS1 também havia outra série que era tão boa, se não melhor. Esta foi Parasite Eve, que misturou survival horror ao estilo de Resident Evil com elementos de RPG para criar uma visão muito diferente do gênero.

Parasite Eve II é o destaque. Como Aya Brea você deve investigar surtos de criaturas mitocondriais, em eventos marcados dois anos após o primeiro jogo.

Ao contrário do primeiro título, o PEII possui um sistema de batalha em tempo real, remanescente de Resident Evil, temperado pelo sistema Parasite Energy, que concede habilidades especiais a Aya. Embora seja certamente um survival horror, completo com quebra-cabeças e ambientes pré-renderizados, há uma ênfase maior em combate, e aqui você também precisa nivelar Aya, melhorando suas habilidades e personalizando suas armas. Isso é importante, pois inimigos posteriores se tornam cada vez mais mortais, e jogadores despreparados podem ser destruídos sem cerimônias.

A jogabilidade muito mais profunda e a ótima apresentação tornam o Parasite Eve II um título superior a Resident Evil, então é estranho que tenha vendido relativamente mal.

1. Vagrant Story

É uma loucura pensar em um título de RPG da SquareSoft como pouco apreciado, já que o PS1 era indiscutivelmente uma das melhores plataformas da empresa, mas a sublime História do Vagrant foi bem subestimada. É um tipo muito diferente de RPG, e vai contra o tradicional JRPG baseado em turnos, mas é refrescante, apaixonante e difícil em medidas iguais.

Como Ashley Riot, sua missão é se infiltrar na cidade assustadora e abandonada de Lea Monde em busca do líder de um culto, Sydney, que seqüestrou o filho do imperador. A cidade é povoada por todos os tipos de animais e monstros, juntamente com chefes poderosos, e ao longo do caminho também descobrimos o passado conturbado de Ashley.

O que define Vagrant Story como um passo além de seus irmãos do gênero é o estilo geral e sua jogabilidade. Em vez de uma abordagem tradicional baseada em turnos o jogo funde tanto tempo de turnos quanto tempo real com exploração, ação, aventura e resolução de quebra-cabeças.

O combate é essencialmente baseado em turnos sim, mas é mais fluido. Você pode se movimentar durante o combate, o que flui perfeitamente com a exploração, evitando batalhas aleatórias, e você usa um sistema de mira único para atacar várias partes do corpo do inimigo. Enquanto você luta, seu medidor de risco se enche. Quanto mais alto, menor a probabilidade de seus hits se conectarem, mas as chances de acertos críticos aumentam. Com um timing cuidadoso, você pode unir ataques interminavelmente, usando seu próprio conjunto de movimentos personalizado, e um sistema de contra-ataque completo e eficaz.

Fora do combate, Ashley pode criar suas próprias armas, e todas elas ganham afinidade contra tipos específicos de inimigos, conforme são usadas. Há também uma boa dose de quebra-cabeças. O jogo ainda possui um gráfico impressionante, muito diferente, e uma boa história com personagens fortes.

É um jogo bastante difícil, exigindo o domínio de todos os sistemas oferecidos pelo game para se sobreviver. Você poderia dizer que este foi o Dark Souls da época do PS1. Infelizmente quaisquer esperanças de uma sequência foram frustradas pelas baixas vendas.

Está sentindo falta de algum game nesta lista? Existe uma jóia subestimada da qual você lembra com carinho e que deveria estar aqui? Deixe nos comentários.

Pérolas, Playstation One, Subvalorizados,