Viva: A Vida é Uma Festa – Análise – Simplesmente apaixonante.

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16 de dez de 2017 ás 09h03

nota

9

/ 10

Talvez o grande segredo para você se apaixonar por um filme é não ter quase informação alguma dele. Foi isso que ocorreu com Viva: A Vida é Uma Festa (Coco nas gringas).

Ultimamente assistir animações não tem me animado como antigamente, talvez por não fazer mais parte do público alvo, apesar que os filmes da Pixar sempre trazem mensagens para o público mais experiente, e esse filme não é diferente, e até aborda algo mais sério e pesado: A Morte.

Ok, não exatamente aborda de maneira fúnebre e nefasta, mas de uma forma “diferente”.

Quando falamos de um clássico da Pixar o que te vem em mente? Divertidamente? Toy Story? Pois são histórias que tratam de fases da vida, e a jornada de Viva trata acerca do legado e da família.

A trama conta a história de Miguel que tem em sua vida a paixão pela música, mas esse amor é abominado pelos seus familiares graças ao histórico do seu tataravô, o qual abandonou a família para seguir uma carreira musical. O garoto tem que viver se escondendo para ouvir as músicas do seu ídolo, que também está morto, Ernesto De La Cruz.

Falando assim parece até meio superficial a minha análise da história né? Mas qualquer informação a mais poderia dar um grande spoiler do filme, apesar de eu já imaginar (de forma até que bem acurada) todos os pontos da trama, a animação consegue trazer muita profundidade na sua história. Começando pelo Dia dos Mortos, que é culturalmente uma festa Mexicana, onde se celebram os mortos, e a Pixar trouxe essa abordagem de forma bem inteligente e bem espiritual.

A construção do mundo e dos personagens são de cair o queixo, é difícil você não se importar com os mesmos que são apresentados, criar laços com eles é fácil, e a Pixar é mestra em fazer com que o público crie empatia por suas criações.

O longa tem seus momentos engraçados, mas não foi a isso que me apeguei. Claro que você precisa do humor para não se entediar (o famoso “comic relief”), porém, creio eu, que se no filme não houvessem essas piadas, elas também não fariam falta.

Confesso que saí da sala de cinema extremamente emocionado, já que esta animação me fez recordar boas lembranças da minha infância, com entes queridos os quais já “foram dessa pra uma melhor”. Aliás o “combustível” para nossas queridas caveiras continuarem existindo é a lembrança dos seus familiares, sem isso eles desaparecem por completo. E aí está uma das melhores partes do enredo, e uma das mensagens passadas pelo filme.

As músicas são outro show à parte, e é bem difícil você não sair cantando “Remember Me”, música a qual é bem importante para a trama, além de trazer uma bela mensagem.

Gostaria de enfatizar que a animação é um espetáculo, se Divertidamente já é um show de cores e um trabalho primoroso de computação gráfica, Viva: A Vida é Uma Festa é de cair o queixo, vale destacar a bisavó de Miguel, a idosa Coco, cada detalhe da sua expressão, bem tomada pela idade, é INCRÍVEL.

Logo no início da trama a forma como a história da família de Miguel é apresentada é de uma criatividade ímpar. Os “Mortos” são muito bem animados, cada um com sua característica, e isso traz várias cenas divertidas e criativas tendo os esqueletos como protagonistas.

Prepare-se para ficar fascinado com o nível de detalhe da Cidade dos Mortos, que é um espetáculo visual, mesmo sendo uma cidade “morta”, ela se torna bem viva aos nossos olhos.

Acho que a trama é óbvia, como disse acima, mas isso em nada estraga a experiência.

Algo contra? Sim! O curta-metragem de Frozen, o osso que a Disney não larga. Quase 30 minutos de uma trama bem boba. Pelos menos por aqui, a reclamação do público fez com que a Disney removesse o curta.

Fora isso, acho que tudo se encaixa perfeitamente, e se você não tiver um coração de pedra, com certeza vai rir, torcer, temer e principalmente chorar,  sairá recordando familiares, pensando no ciclo da vida, e com a certeza de que jamais devemos esquecer das pessoas que fizeram parte da nossas vidas e criaram um elo de afeto ou amizade conosco.

Difícil escrever isso sem se emocionar… Obrigado Pixar e Lee Unkrich. Com certeza Blu ray garantido (Disney, fica a dica, não me importo de ser presenteado).

Longa de animação garantidamente recomendado pela Fatal Error Nerd!

E você o que acharam de Viva: A Vida é Uma Festa? Concorda com minha crítica? Não deixe de comentar.

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