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Rogue One: Uma História Star Wars – Análise – Precisávamos de uma história mais madura

Por

16 de dez de 2016 ás 09h06

nota

9

/ 10

Pode ficar tranquilo, este review estará livre de SPOILERS, então você pode ler a vontade… Ou não rs (música_do_império.mp3).

Rogue One desde que foi anunciado me despertou certo interesse, achava que a proposta do filme em mostrar como foi a missão de roubar as plantas da Estrela da Morte seria ótimo, mas também havia um pouco de receio em ser uma galhofa infantilizada, virar “apenas” um filme meia boca caça niquel. GRAÇAS A FORÇA ME ENGANEI! E COMO ME ENGANEI.

Não me levem a mal, não desejo o mal para os filmes, quero sempre o melhor, mas desde que a Disney começou a anunciar os derivados de Star Wars fiquei com pé atrás de lançarem qualquer coisa para ganhar dinheiro com a marca, igual ao que ocorreu com O Despertar da Força, que apesar de bom, de Original não tem absolutamente nada (e tinha aquele medo de virar musical e o Mickey aparecer dançando, enfim…). Rogue One tem presença e o filme vai encantar principalmente aos fãs da Trilogia Original (alias tem algum fã da nova trilogia? se tem, assista tudo de novo, até ver qual presta de verdade).

O que mais me chamou atenção é que na introdução simplesmente não tem os letreiros iniciais que é uma das assinaturas mais marcantes da saga (O que achei bem lamentável, pois não vejo motivo algum para esse filme não ter. Ok só foi um desabafo). Confesso que o filme começou bem arrastado, me fazendo ficar um tanto quanto inquieto, mas lembrei que Uma Nova Esperança é bem arrastado após a introdução, e tentei me envolver com a trama e assim foi me encantando.

Com o decorrer da história e os personagens foram apresentados, consegui simpatizar com todos eles, menos a protagonista, o que é uma pena. Talvez seja um pecado do diretor Gareth Edwards, ele cometeu uma falha similar no filme Godzilla (outro filme que gosto muito) onde o herói do filme parece muito superficial, sem muita profundidade ou carisma para fazer com que a gente se importe com eles (no caso, a Jyn de Rogue One e Ford de Godzilla), mas não posso dizer o mesmo dos coadjuvantes, o que falta na personagem de Felicity Jones tem de sobra nos secundários que se destacam bem mais. O dróide K-2SO bem humorado e bom de briga, Chirrut Imwe o cego que não faz a gente sentir falta dos jedis no filme, Cassian Andor o rebelde que faz você questionar se a própria Rebelião é o “bem absoluto” que todos nós achamos e o mercenário Baze Malbus o guarda costas do “ceguinho” (não que ele precise, o cara sabe se virar sozinho, mas ok…) que é tão carismático quanto o seu protegido.

Falando em heróis e coadjuvantes, posso considerar que o vilão Tarkin (em certos momentos achei que haviam ressuscitado Peter Cushing) é o destaque, porque o Orson Krennic, é bem esquecível, mas o que mais chama atenção é a sua vontade de se destacar ao império não importa por quais meios, nos fazendo lembrar como a ambição humana é terrível. Aliás terrível, impiedosa e mortal são as palavras com as quais posso descrever o IMPÉRIO GALÁTICO nesse filme, me fez ter medo! O QUE É MUITO BOM!

Por ser mais um filme derivado da saga Star Wars achei a trilha sonora deste filme a mais “apagada” de todas, alguns dos temas clássicos foram alterados para uma identidade própria ao filme Rogue One, mas não entendi bem o porque disso. Fora as conhecidas o restante é esquecível. Triste, mas ainda sim não atrapalha a experiência. O que também é diferente nesse filme é o “estilo” que estamos desacostumados a ver em filme Star Wars, como, por exemplo, aquelas transições, quase que corte de uma cena a outra, algo bem “característico Power Point” da saga, não aparecem no filme, mas não há desabono nisso (na verdade sempre achava bem brega nos filmes, porém quando você não vê até faz falta).

Agora se você está indo assistir o filme para ver o nosso querido Lorde Vader, pode esquecer… O sith mais querido dos nerds tem “apenas” duas cenas que fizeram fazer dele uma presença “imponente”, até com ar de “invencível”, colocando o seu netinho Kylo Ren (que é uma das coisas que mais me incomoda no Episódio VII) mimado e chorão no chinelo, aqui ele mostra porque ele é venerado como um dos melhores vilões e mais amado do cinema e da franquia. Vale ressaltar que esse filme não é do Darth Vader e sim dos acontecimentos que antecedem Uma Nova Esperança, apresentando novos personagens e literalmente é o encaixe do episódio IV. O final é um espetáculo audiovisual de tirar o fôlego e traz um desfecho ao filme que vai fazer você pedir mais e querer ver e rever sem enjoar.

Fiquem atentos às referências, vários easter-eggs vão pipocando no filme sem deixar muito na cara, apenas os fãs de longa data vão pescar os “fan service”.

É de fato um filme feito de fã para fã! O que ainda me fez gostar é uma “pequena” conexão da Trilogia Nova com a Original. Fica no ar essa aí…

Rogue One é ótimo, vai ser aquele tipo de filme que em uma maratona você vai querer ver antes de rever Uma Nova Esperança, até mesmo ignorando a Nova Trilogia (brincadeira… não é não… ok é sim… DESCUBRA).

Esse filme facilmente fica no patamar dos clássicos IV, V e VI. É, com certeza, mais original do que o Despertar da Força.


Rogue One é o terceiro melhor filme da SAGA no nosso rank (o primeiro ainda é o insuperável Império Contra-Ataca, seguido de Uma Nova Esperança). Tem tudo que um filme Star Wars deve ter: carisma, elementos do Universo criado por George Lucas e, ainda por cima, nos surpreende em certos momentos de uma forma totalmente inesperada (talvez por isso se chame surpresa… sei lá).

E você que já assistiu, quantos ursos acha que esse filme merece? Deixe nos comentários e vamos debater o filme como verdadeiros fãs dessa amada franquia.

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