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Star Wars: Os Últimos Jedi – Análise – É tudo isso mesmo? [SEM SPOILER]

Por

22 de dez de 2017 ás 02h37

nota

6.8

/ 10

Após a Disney comprar a LucasArts e decidirem que continuaria a saga dos Skywalkers, todos vibraram e clamaram por mais filmes, e a grande abertura foi dezembro de 2015 com Star Wars Episódio VII: O Despertar Da Força.

Resultado: 2 bilhões de dólares em bilheteria e a saga voltou para a boca do povo. E hoje estamos aqui com a continuação… Star Wars: Os Últimos Jedi (como odeio esse nome em Português).  Mas e aí, superou as expectativas?

Devo admitir que Star Wars: Os Últimos Jedi era o filme de 2017 que eu mais esperava, e olha que estava extremamente ansioso para ver Liga da Justiça. Tudo que foi construído para esse episódio dava a entender que veríamos o melhor filme da Saga… E para mim FALHOU MISERAVELMENTE, mesmo tendo a estrutura de Império Contra Ataca e até Retorno de Jedi, conseguiu a façanha de errar.

Mas Vamos em partes: Para começar esse filme difere bastante do Despertar da Força em um ponto, não temos uma refilmagem de Uma Nova Esperança, e isso é excelente, mas é aí que mora o problema, pois Os Últimos Jedi desconstrói tudo que J.J. Abrams construiu de bom em Episódio VII. O que Rian Johnson fez… Bom vem comigo que te dou todos os argumentos.

O filme é tecnicamente perfeito, é sem dúvida alguma o episódio mais bem feito de todos. Cenários e fotografias simplesmente de encher os olhos, trabalho digno de nota do diretor de fotografia Steve Yedlin. Em questão técnica não podemos reclamar, a palavra “perfeição” parece pequeno para descrever o nível de detalhes dessa filme. Destaque para o planeta mineral Crait, a cena de combate nele é visualmente estrondosa.

A trilha sonora voltou a sua origem, dessa vez John Williams não pareceu cansado como no Despertar da Força e Star Wars sem a sua assinatura e temas únicos. Bem vindo de volta John.

Mark Hammil entregou sua melhor interpretação como Luke Skywalker, apesar dos filmes originais serem ainda os melhores, sabemos que a interpretação do mesmo não era tão marcante assim, e a imagem abaixo diz muita coisa sobre o trabalho dele na época. Mas os anos amadureceram o ator e ele conseguiu entregar o que os fãs sempre pediram do personagem. Um dos pontos mais altos do filme.

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Carrie Fisher é outro ponto alto, ela nos entregou sua melhor performance como Leia Organa, e que interpretação! Não é a toa que a personagem é uma das maiores líderes de toda a Saga, toda decisão tomada é certeira e feita com consciência, até a sua “maternidade” com Poe chega a ser. Ao vê-la em tela custava a acreditar que era o seu último trabalho… E nos créditos tem uma dedicatória a ela. #SaudadesEternas.

Último ponto alto da trama é o vilão Kylo Ren, parece que ele precisava de uma boa surra para se tornar o “vilão” que precisava ser, a sua estranha “ligação” com a Rey pode parecer confusa em certo momento, mas faz a gente se aproximar dele e das suas motivações. Ben Solo largou a sua pirraça e se tornou um vilão de respeito, se mostrou uma ameaça, mas o objetivo dele é bem claro. Não chega perto do carisma do vôzão, mas ainda assim foi trabalho primoroso foi esse do ator Adam Driver.

Agora que pontuei as melhores coisas do filme, é hora de começar com meus problemas no filme, começando pela nova “trindade”. Rey , Poe e Finn são personagens carismáticos, mas nesse filme não conseguiram mostrar o mesmo encanto de O Despertar da Força. E não foi problema de tempo de tela, pois cada um tem sua trama, mas bem subaproveitada.

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A Rey (Daisy Ridley), finalmente encontrou Luke Skywalker, e está para ser treinada, mas a coisa não anda, a personagem está dividida entre fazer o que lhe é ensinado ou agir impulsivamente e fazer besteiras (olhando dessa maneira, parece a jornada do Luke na Trilogia Original), porém se fosse a mesma receita de bolo de Império Contra Ataca seria ótimo. Faltou brilho para a personagem, até mesmo seu passado é bem desinteressante quanto pareceu ser (por um lado é bom e não óbvio).

Finn (John Boyega) se tornou apenas o alívio cômico e sua jornada com a nova personagem, Rose (Kelly Marie Tran), pareceu tão sem sentido que o personagem acaba se tornando mais um para inchar o cast, e isso não é spoiler. Finn é um personagem, é muito mais do que aparenta, de stormtrooper a um dos principais integrantes da Resistência… E isso foi o pecado de Os Últimos Jedi, ele pareceu bastante deslocado fazendo piadas sem graças… Já volto no ponto “piadinhas”.

Poe (Oscar Isaac) dessa vez teve mais tempo de tela, o personagem mostrou os seus feitos que o tornam o melhor piloto da Resistência, um homem que vale por um exército só. Mas a sua habilidade o torna arrogante, porém esse “defeito” é uma ferramenta de roteiro para alguns plots, chegando a ser cômico. Da trindade foi o personagem que melhor se destacou, por mais tempo de tela, e foi o que de fato se arriscou para a história andar.

Personagens aqui se tornaram problemas, e não sei de quem é a culpa, seria do J. J. Abrams que inchou demais essa nova trilogia? Rian Johnson que não gostou da idéia e resolveu ignorar ou simplesmente “cortar”? Ou Disney querendo aumentar lucro de brinquedos na franquia (Porgs? Até que não atrapalham, mas quando chegar o momento da trama você vai entender o que quero dizer)? Além de terem outros que estão presentes nos livros para serem importantes aqui e até mesmo deixar para explorar outros em livros, o que acho uma tática totalmente desonesta da Disney, sabendo que pelo menos 70% do seu público não vão ler os livros.

Piadas? Esse de fato é o filme com mais momentos engraçados, até em momentos importunos, que chegam a desconstruir personagens já estabelecidos no filme anterior. Quer um exemplo? General Hux, teve uma cena bem marcante de discurso de ódio no tiro que a Primeira Ordem deu na República, aniquilando vários planetas de uma vez, fora outros momentos que ele encara até o próprio Kylo Ren. Aqui, em Os Ultimos Jedi, ele é o “Finn” da Primeira Ordem, reduzido a alívio cômico e saco de pancadas (não é Spoiler). Ah, por favor, não vamos incluir a fórmula da Marvel nesses filmes, estamos falando de STAR WARS.

Imagem relacionada

Os Ultimos Jedi é um filme inchado, temos sequência longas que literalmente não levam a lugar algum, algumas das suas cenas são memoráveis, porém temos mais cenas esquecíveis, até mesmo confrontos que são mostrados em trailers que são realmente “só” aquilo. Pecado para uma franquia tão poderosa, não pode ser só apenas um filme, tem que ser ESSE FILME.

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Queria ter saído da sessão de cinema dizendo que era o melhor da franquia, mas não foi isso que aconteceu. Foi apenas um filme, a minha decepção do ano. Os Últimos Jedi tem suas qualidades, mas o filme mesmo é uma bagunça. Nem de longe está no meu top 3 de melhores filmes da franquia, o que é muito lamentável. Tomara que episódio IX seja a minha ÚNICA esperança para encerrar com chave de ouro a jornada dos Skywalkers e Rey. Seja bem vindo de volta J. J Abrams, você fez falta nesse filme.

Rian Johnson agora tem filmes para serem feitos de Star Wars para brincar, e espero que ele saiba o que esteja fazendo, pois nesse filme ele não me convenceu, pode ter conquistado os críticos, mas não o grande público.

E vocês curtiram Os Últimos Jedi? Concordam Comigo? Deixe nos comentários.

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