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PES 2018 – Análise – Filho, como é bom te ver de novo!

Por

14 de set de 2017 ás 08h22

nota

8

/ 10

A segunda edição de PES feita na FOX ENGINE, de Metal Gear Solid V, finalmente chegou! Apesar da série enfrentar a concorrência feroz de FIFA da EA, ainda permanece inteiramente viva e com uma legião de fãs ao redor do mundo.

Sendo dos poucos jogos que têm recebido atenção especial da Konami, o que temos agora, com PES 2018 em mãos?

 Determinada a retomar o posto de liderança futebolística virtual, a Konami vem trabalhando nos aspectos de PES 2018 há muito tempo, antes mesmo do lançamento da edição passada, quando o jogo passou a rodar no novo motor gráfico.

Dentro da guerra de licenças, PES ainda sofre para conseguir os direitos de clubes e estádios, os tempos mudaram e os remanescentes da época de Allejo e companhia agora querem cada vez mais ver Neymar, Cristiano Ronaldo, Suárez, Lewandowski, e outros. Ainda assim a produtora do jogo trava sua batalha contra a gigante EA e suas óbvias facilidades em obter todas das licenças mais importantes. A lista completa das licenças oficias trazidas em PES 2018 podem ter vistas aqui.

Apesar disso, PES tenta compensar os jogadores com a experiência e jogabilidade. A continuidade de melhoramentos no controle da bola, passe, finalizações, aperfeiçoamento da física e sistema de colisão e no comportamento tático dos times é facilmente observado nesta edição do jogo.

Pegos de surpresa pela transferência de Neymar, atualizações já arrumaram os elencos dos times e agora o craque brasileiro partiu para o PSG

 Ditando um ritmo de jogo mais racional, a edição 2018 mostra um ritmo de jogo ainda mais ligado à simulação, onde um ritmo de jogo mais cadenciado e pensado dá vez às partidas frenéticas de correrias e firulas plásticas. Não que isso ainda não seja possível, mas os dribles estão mais estratégicos, ou seja, não adianta mostrar toda sua habilidade feito um maluco se ele realmente não tiver uma finalidade no contexto da partida. A forma mais equilibrada de avançar no jogo também deixa o time se organizar melhor em campo, principalmente no campo defensivo, setor chave para o caminho da vitória.

Apesar de contar com as skills dos atletas, que facilitam a vida dos jogadores, aqueles que se dedicarem mais às questões técnicas de controle e jogabilidade. Por mais que PES, assim como FIFA, sejam totalmente acessíveis a qualquer tipo e jogador, dominar e conhecer o comportamento, variedade de comandos e reações dos elementos no campo virtual fazem a experiência ser elevada a outro nível, e PES continua fazendo isso muito bem. Fintas e, principalmente, passes manuais estão ainda mais decisivos para o desenvolvimento de jogadas poderosas e fulminantes.

O toque de bola é aprimorado conforme a precisão no toque do botão, contando com variáveis melhoradas da inteligência artificial, assim como a utilização do corpo para protegê-la. Lances de bola parada também foram ajustadas. As cobranças de escanteios são melhores direcionados, utilizando várias opções de ângulos de visão e opções acessíveis no direcional digital (caso esteja jogando em consoles ou utilizando um no PC) e o mesmo se aplica às cobranças de faltas. Para as penalidades máximas o esquema fica mais objetivo, ficando mais por conta de dominar a intensidade da cobrança.

Dominar cobranças de falta sempre foram decisivas em qualquer jogo de futebol, tanto na vida real quanto na virtual, e podem ser a chave entre a vitória e a derrota.

Melhorias nos goleiros também foram implementadas e parece não haver mais tantos lances de falhas bizarras protagonizadas por eles, além de cada um mostrar grande diferencial técnico durante a partida, seja na execução de defesas, rebotes, firmeza e recolocar a bola em jogo.

Visualmente tudo foi melhorado, e os pormenores dos atletas mais trabalhados. Na edição 17, a julgar pelas imagens estáticas, me parecia que PES estava dando um banho em FIFA, e acabou me decepcionando um pouco na hora de jogar ambos, já que os atletas pareciam mais plásticos no seu visual, como robôs, apesar de mostrar estádios lindíssimos. Neste ano o aspecto dos jogadores está bem mais convincente e trabalhado, levando mais um ponto positivo para este jogo. A minha crítica talvez fique para o movimento da boca dos atletas, que na hora do hino e comemorações são bem esquisitas, mas isso não estraga em nada a jogatina, então tá bom.

 

“Fecha a boquinha, que é pra eu gostar mais de você”

Se você me disser que isso não é um deslumbre visual, não sei mais o que pode ser.

Apesar de buscar o prejuízo, após perder o reinado para FIFA, PES mostra evolução suficiente para continuar batendo de frente, mas sem perder identidade. Facilmente me vi como o velho jogador de PES e ISSS de antigamente, me adaptando rapidamente aos velhos controles de bola (apesar dos últimos anos voltados para FIFA) e jogabilidade da série. Pela primeira vez em anos fiquei feliz em jogar um PES, que evoluiu à sua maneira e parece ter reencontrado sem melhor rumo.

A partida corre de maneira fluida, as enfiadas de bola continuam mortais, o campo parece grande na medida certa (FIFA às vezes parece claustrofóbico) e é um jogo menos burocrático que o concorrente, mas sem deixar de ser realista, ainda que muitos digam (injustamente) o contrário.

A Master League está de volta, mais importante do que nunca, com a escassez das ligas oficiais, o que pode ser resolvido com o prático editor que, com pequenos ajustes, te deixa montar/editar atletas, times e ligas/campeonatos como os da vida real.

Ainda mais completa que em edições anteriores, a administração completa dos clubes passará pelas suas mãos, com direito a pré-temporada, contratações e vendas pelas janelas de transferências, entrevistas e mais.

O modo Rumo ao Estrelato é a velha campanha, muito bem vinda, e que te coloca na pele de um atleta que pode ser um completo anônimo até os maiores times do mundo, galgando degrau a degrau os passos para a fama, sucesso e reconhecimento. Sinceramente, é o modo que mais me agrada, o mais emocionante, ainda mais quando montados um avatar novo e jogamos o ser nos gramados. Me lembra lá dos meus longínquos 2011, onde eu tinha apenas meu PSP e contava com PES, me desdobrando com meu personagem virtual até chegar ao sucesso graças ao Atlético de Madrid e meu amigaço Kun Aguero.

Finalmente a edição 2018 desse clássico do esporte virtual voltou a me empolgar. Apesar de elogiado por muitos no ano passado, ainda não tinha conseguido resgatar minha admiração para a série, que com muita dor deixei para migrar para FIFA, como muitos fizeram. Sem perder a identidade, evoluiu de forma gigantesca, preservando e melhorando seus melhores aspectos, trazendo um futiba digno de ser jogado, de forma extremamente atraente, de fácil adaptação e da mais alta qualidade.

Pro Evolution Soccer, bem vindo de volta, filho!

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