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Marvel vs. Capcom: Infinite – Análise – Não só de Fanservice o produto sobrevive!

Por

30 de set de 2017 ás 03h37

nota

7

/ 10

Marvel vs. Capcom é um jogo que faz um enorme crossover dos personagens dos jogos da desenvolvedora Capcom, e os da editora Marvel. Sucessor espiritual do excelente X-Men vs. Street Fighter, o game MvC, como é conhecido pelos fãs, conseguiu elevar ainda mais o sentimento megalomaníaco dos games de luta, unindo dois grandes universos, sendo bem dinâmico em três jogos maravilhosos. Desde 2011 não se ouvia falar mais da continuação da franquia, até que em dezembro de 2016 Marvel vs Capcom Infinite foi anunciado.

Enrolei muito pra falar desse novo game né? E até então não poupei elogios à franquia… Até INFINITE!

Modo História e Personagens

Falando em personagens, como mencionei acima não temos mais os X-Men. Sabemos que os motivos são óbvios, a Marvel não possui os direitos de uso dos personagens no cinema, e para não promover os personagens de outra produtora de filmes, a editora preferiu extinguir o grupo nos quadrinhos e nos jogos não foi muito diferente. Isso poderia ter sido usado de maneira inteligente se a Capcom e a Marvel tivessem criado algo coeso. Daria um modo história incrível, mas infelizmente tivemos algo muito raso e sem muita profundidade, e antes que me xinguem, não estou pedindo nada “cinematográfico”, somente algo mais envolvente.

A ideia de unir dois grandes vilões como Ultron e Sigma usando as Jóias do Infinito para invadir o Multiverso parecia algo realmente interessante, mas com o desenrolar da história a trama vai apenas se inchando, sem propósito. Apesar de alguns personagens funcionarem bem juntos, a trama, infelizmente não anima, e logo que acabar o modo história você rapidamente vai se esquecer da trama. Nem o que deveria ser a icônica luta final empolga, é tudo muito sem graça, sem inovação, sem criatividade.

A Capcom praticamente não trocou seu rol de personagens, apenas trazendo Haggar (Final Fight), Zero (Megaman X), e Jedah (Darkstalkers) como novidades, o restante é praticamente o que já vimos no jogo anterior. Como se não tivessem outros jogos de onde captar personagens. Mas faltou criatividade (que realmente está sendo um problema sério para Capcom nesses últimos anos). A CAPCOM (também conhecida na gringa como CAPCOIN), vem tratando mal os fãs e visando apenas lucros, fatiando os jogos em infinitas DLC. Mas vou deixar para comentar isso por último.

Com a ausência dos X-Men, os Vingadores vieram para cobrir a falta dos mutantes, com a presença da personagem ainda desconhecida pelo público: Capitã Marvel. Traz ainda outros, não tão desconhecidos, como o vilão Ultron (Da Era Semana de Ultron ou Vingadores 2), Gamora e o seu “pai” Thanos. Os visuais dos personagens, como do Gavião Arqueiro, que era mais fiel aos quadrinhos, agora se assemelha mais ao UCM.

A dublagem do jogo é inglês, mas o jogo conta com legendas e menus em português para quem não domina o idioma.

Jogabilidade

 

A jogabilidade é o ponto mais alto do game, o que talvez não seja um elogio, mas de maneira geral funciona bem, porém comparado ao game anterior não é nada mirabolante. Nesse game não é possível escolher três personagens como antes, agora são dois (como era no começo da franquia dos crossovers), mas isso é o de menos. As combinações de ataque são frenéticas, culminando em grandes combos. O jogo se apresenta um pouco mais lento comparado ao jogo anterior, talvez propositalmente por conta da função das joias nos games, que é o maior trunfo do titulo.

Agora com opção de escolha das Jóias do Infinito antes do combate, você tem as opções: Tempo, Poder, Realidade, Mente, Alma e Espaço. Cada joia possui uma característica própria e dependendo do lutador que você escolher, suas habilidades poderão ganhar um grande upgrade, ou seja, com a combinação certa é possível suprir até alguma das fraquezas ou deficiências do seu char. A Joia do Tempo permite que seu personagem fique mais rápido, personagens como Hulk, que é pesado, faz uma boa combinação, aliando força bruta e deixando ele mais rápido por tempo limitado; A Joia do Poder deixa os lutadores mais fortes e causando mais dano, usando o Homem-Aranha que é um personagem mais veloz, é possível unir o melhor dos dois mundos, já que com essa jóia o personagem poderia causar mais dano; A Joia da Mente permite encher a barra de especial enquanto está ativa ou deixa o adversário atordoado; A Joia da Realidade pode alterar o campo de batalha, fazendo com que seu adversário seja atingido por campos elementais que são criados por cada botão; A Joia da do Espaço cria um campo limitadíssimo que prende o inimigo dentro de um campo de curto alcance; A Joia da Alma permite tirar energia do adversário e também reviver um aliado caído. O interessante disso é criar variadas estrategias de acordo com o artefato, ponto para o game.

Marvel Vs Capcom tem a opção para iniciantes de facilitar os especiais para quem não têm experiência nos games de luta. Isso pode até fazer com que os jogadores mais experientes torçam o nariz, mas é um balanço que vem para agregar mais fãs e jogadores à série, proporcionando diversão para todos, o que de fato esse jogo proporciona.

Modo de Marvel Vs Capcom Infinite

Marvel vs Capcom Infinite não conta só com o modo História, mas também o modo online, que conta com saguão de batalha, partidas casuais, ranqueadas e muito mais – temos ainda o velho e conhecido Arcade, modo Versus para partidas locais, modo de Coleção onde é possível rever os vídeos do modo história, artes conceituais, ouvir vozes dos personagens e etc. A CAPCOIN..er… CAPCOM dessa vez traz tudo funcional e completo, diferente de Street Fighter V, que foi um tremendo tiro no pé logo no lançamento. O game também conta com modo treino e um modo de desafios.

O Modo Arcade antigamente era onde era narrada o enredo dos games de luta, porém com o modo História isso foi deixado de lado, então já deixamos avisados: ao chegar no final do modo Arcade, você não verá nada além de uma tela de parabéns. Muito sofrimento para nenhuma recompensa.

O modo Arcade possui 7 batalhas, sendo 6 contra inimigos normais e a batalha final, contra Ultron Omega, um personagem que lembra muitos os demais chefes finais de Marvel vs Capcom e também o Omega Sigma da série Mega Man X.

A experiência online é a padrão de todos os jogos de luta. Nos deparamos com inúmeras opções de luta para todos os gostos, para quem gosta de ver o seu nome no topo dos Ranks, as batalhas casuais e torneios. Até onde foi analisado, não tivemos problemas com servidores e lentidões, tudo funcionante perfeitamente.

Sobre a Edição de Colecionador

Linda né, mas não se empolgue!

Alias a versão de Colecionador do Game é uma grande propaganda enganosa da Capcom, as imagens apresentadas são bem inferiores da versão do cliente. O que é uma pena, pois esse que vos escreve iria adquirir a versão de Colecionador e após ver tanta reviews negativas acabei desistindo. Clique aqui para ver mais detalhes do Retroplayers retratando esse absurdo.

Vale então?

Marvel Vs Capcom Infinite tinha tudo para ser o jogo de luta do ano, mas peca muito em quesito de personagens, que é mais do mesmo do game anterior, a qual está disponível para os consoles de nova geração e em preço inferior. Como disse lá em cima, os novos personagens: Venom, Pantera Negra, Viúva Negra, etc – virão todos via DLC, o que é bastante injusto. O preço do game tanto para brasileiros, quanto para gringos é bem SALGADO, e não se pega uma versão completa.

Podem esperar que não vai demorar para anunciarem a versão Ultimate.

Com tantas boas opões de games de luta nesse ano, Marvel Vs Capcom Infinite pode ser o último da sua lista, sem remorso. Espere uma boa promoção, assim valerá o dinheiro que você gastou.

Não é a toa que o game vendeu menos que o  Ultra Street Fighter 2 do Switch.

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